Sobre o artigo
Movimento marca uma nova fase da agência, acompanhada pela conquista da certificação B Corp.
Nos últimos anos, a agenda ESG começou a ganhar espaço como diferencial competitivo dentro do mercado publicitário. Ao mesmo tempo, o setor passou a conviver com transformações ligadas à necessidade de construção de marcas mais conectadas culturalmente com a sociedade, além da busca por modelos de operação mais flexíveis, diversos e sustentáveis. Como uma agência de publicidade independente com 24 anos de história, somos exemplo disso ao sermos certificados como Empresa B por atendermos aos padrões da B Lab para desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade.
A conquista é resultado de um processo de transformação estratégica e operacional conduzido pela agência nos últimos anos, marcado pela adoção de um modelo de negócio que busca integrar crescimento, impacto positivo e eficiência de forma sistêmica. Mais do que uma adequação a critérios ESG, o movimento reflete uma visão de mundo que a GINGA vem consolidando em seus posicionamentos institucionais: a de que as marcas do futuro precisarão atuar de forma mais adaptável, colaborativa e consciente dos impactos que geram. Parte desse desempenho está associada à reestruturação da operação, orientada por um mapeamento de impacto baseado em 10 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
“A certificação B faz parte de um processo de transformação operacional acelerado nos últimos 3 anos, mas que já tinha raízes em um mindset de gestão humanizada e consciente, que sempre pautou a atuação da GINGA desde a sua fundação. Acreditamos que a grande transformação do mercado daqui para frente será cultural, e não apenas tecnológica. Mais do que comunicar, as marcas hoje são co-responsáveis pelos impactos que geram. A certificação reconhece uma mudança que já vinha sendo construída internamente. Nosso modelo busca integrar resultado de negócio com responsabilidade sistêmica”, explica Pedro Del Priore, cofundador e CEO da GINGA.
Modelo operacional, crescimento e impacto integrado
O avanço da GINGA no mercado publicitário nos últimos anos acompanhou uma revisão estrutural da operação, que passou a incorporar metas e práticas alinhadas à agenda de impacto positivo como parte da estratégia de crescimento da empresa.
Hoje, a GINGA conecta mais de 700 profissionais no Brasil e no exterior e adota um modelo operacional voltado à ampliação de repertórios culturais, colaboração interdisciplinar e eficiência ambiental. Estudo baseado no GHG Protocol indica redução de cerca de 60% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação a operações centralizadas. Internamente, a operação é organizada a partir do conceito de COLABORIDADE, que integra colaboração estruturada, diversidade de repertório e inteligência estratégica.
A reorganização operacional e cultural também foi um dos fatores que sustentaram a conquista da certificação B Corp, ao integrar métricas de impacto à gestão do negócio. A lógica é sintetizada na expressão “BR não é 011, é +55”, utilizada pela agência para reforçar a valorização da diversidade cultural brasileira como ativo estratégico para criatividade e inovação.
ESG como estratégia de crescimento sustentável e transformação regenerativa
Na empreitada para se tornar uma Empresa B Certificada, a agenda ESG foi incorporada à operação de forma transversal, em linha com a demanda de anunciantes por parceiros que combinem eficiência e responsabilidade. Mais do que uma frente paralela ao negócio, a agenda passou a orientar decisões operacionais, culturais e de gestão da agência.
Na frente social, a empresa mantém uma plataforma contínua de cuidado com colaboradores, com suporte em saúde mental, educação financeira e nutrição, além de incentivo à atividade física. O índice de satisfação interna gira em torno de 90%, indicador relevante em um setor conhecido por altos níveis de estresse. Atualmente, a GINGA registra 65% de mulheres no quadro total de colaboradores e 53% em cargos de liderança, além de 42% de pessoas LGBTQIA+ e 24,5% de pessoas pretas e pardas, com metas de evolução até 2030 e políticas de equidade salarial.
“Diversidade não se resume à representatividade. Ela se traduz em metodologias de escuta, espaço para experimentação e programas de desenvolvimento individual que respeitam ritmos e particularidades. Pertencer não deveria exigir encaixe, mas acolhimento”, comenta Paulo Martinez, COO e cofundador da GINGA, também co-iniciador da comunidade GIRA, plataforma do Grupo GINGA que conecta profissionais da marketing economy e oferece capacitação em tecnologias emergentes e futuro do trabalho.
Já na frente ambiental, além da redução estrutural de emissões, a GINGA realiza inventário e neutralização de carbono desde 2024 e adota diretrizes de descarbonização para produções e eventos, com reciclagem de mais de 80% dos resíduos sólidos (frente a uma média nacional de cerca de 4) e compostagem de materiais orgânicos que normalmente seriam destinados a aterros sanitários.
“Quando a operação é desenhada com lógica sistêmica, o impacto positivo deixa de ser compensação e passa a ser consequência do modelo. Com a certificação B Corp, a GINGA reforça a estratégia de consolidar um modelo em que vitalidade, eficiência e crescimento sustentável operam de forma integrada, sinalizando um movimento mais amplo de transformação da indústria da comunicação”, finaliza Martinez.
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